O Anjo da História

A Era Vargas (1939-1945) e a República de 46 (1946-1964) 

A Era Vargas lançou as bases da industrialização e da justiça social no Brasil. As indústrias de Base (hidrelétricas, mineradora, siderúrgica, motores) eram todas estatais, sendo então o governo o promotor de nosso processo de industrialização. As leis trabalhistas e o voto feminino tornaram-se realidade, embora a legislação do trabalho não valesse para os trabalhadores rurais. Assim é o populismo, o governo apesar de representar uma elite, coloca-se ao lado do povo - porém - reprime a ação popular através do controle dos sindicatos e das limitações da lei. Ao mesmo tempo a intensa propaganda faz a população acreditar que o governante é o verdadeiro realizador e isso esvazia as conquistas populares. A Era Vargas foi marcada ainda por uma ditadura fascista (o Estado Novo) e por uma aproximação com os EUA (Boa Vizinhança).

 

A partir dos anos 50 a nacionalização do petróleo (Petrobrás - 1953) colocou grupos de interesse em oposição (Nacionalistas X Liberais) e acarretou uma grave crise política com o suicídio de Vargas.

 

O período JK (Juscelino Kubitschek - 1956-61) apresentou um grande crescimento da indústria naval e automobilítica, além da construção de rodovias e da Novacap, Brasília. O Brasil modernizava-se porém eximia-se de discutir a questão agrária, a legislação trabalhista para o homem do campo e a concentração de riqueza. A renúncia de Jânio fragilizou o governo Jango. As Reformas de Base (agrária, educacional, urbana, política) e o pseudo avanço do comunismo foram os motivos do golpe militar que colocou o país sob uma violenta ditadura durante 21 anos.

 

- Enterro de Getúlio Vargas