O Anjo da História

prof. Delmonte

República Velha (1889-1930)

Tão logo a monarquia caiu, os dois grupos sociais que haviam se articulado para derrubá-la - exército e burguesia cafeeira - passaram a disputar o poder. Por isso nossa República inicia-se com uma crise política - que fica evidente na renúncia de Deodoro da Fonseca e nas diversas tentativas de desestabilizar o governo de Floriano Peixoto (Revolta da Armada e Revolução Federalista). Além da crise política havia a crise econômica - conhecida como Encilhamento -, provocada pela tentativa malograda de Rui Barbosa em desenvolver a indústria nacional. A eleição de Prudente de Morais em 1894 encerra a República da Espada e coloca a burguesia cafeeira no poder. Seu projeto de governo oligárquico se consolidou no início do século XX a partir da Política dos Governadores de Campos Sales.

 

O poder dos grandes proprietários de terra, o coronelismo, ficava patente na prática do voto de cabresto e no domínio de seus currais eleitorais. As eleições eram um jogo de cartas marcadas por fraudes e benesses que permitiam apenas à elite agrária participar do poder. A partir dos anos 20 novos grupos urbanos se articulam para tentar deter o domínio oligárquico (Tenentismo, Coluna Prestes) e os operários encontram em Vargas uma renovação política, ainda que populista. A Revolução de 1930 derrubou a oligarquia agrária e iniciou um novo momento histórico no qual o governo populista de Vargas passou a promover a industrialização e as leis trabalhistas para os operários urbanos.

 

A Revolta do Forte de Copacabana (05.07.1922)  

- autor desconhecido