prof. Delmonte

Brasil Império (1822-1889)

Primeiro Reinado (1822-1831): O governo de D. Pedro I enfrentou uma crise econômica, a oposição da Elite e a Guerra da Cisplatina, além da falência do Banco do Brasil. O centralismo do monarca (Constituição Outorgada e Poder Moderador) e a preocupação com a sucessão da Coroa Portuguesa provocaram protestos populares (Noite das Garrafadas) e o rei acabou por abdicar em 1831.
 

Período Regencial (1831-1840): Foi uma experiência republicana em plena monarquia - já que os regentes eram eleitos para um mandato de 4 anos. O agravamento da crise econômica e o acirramento das disputas políticas com o poder central, fizeram eclodir dezenas de revoltas separatistas como a Sabinada, a Balaiada, a Cabanagem e a Farroupilha. Esse quadro caótico apressou a maioridade de D. Pedro II que assumiu o trono com apenas 14 anos.
 

Segundo Reinado (1840-1889): O longo governo de D. Pedro II teve como marca a recuperação econômica, graças ao aumento das exportações de café, e a pacificação política - com a adoção do Parlamentarismo "às avessas". A lavoura cafeeira foi substituindo a mão-de-obra escrava pelos imigrantes assalariados. Uma rápida política protecionista (Tarifa Alves Branco) e os lucros com o café levaram a um breve Surto Industrial (Era Mauá). A Guerra do Paraguai fortaleceu o exército e aumentou a dívida externa. A Questão Abolicionista expôs a morosidade da monarquia e fez o imperador perder sua base de sustentação, a Elite escravista. Em 1889, um golpe militar depôs o imperador D. Pedro II e deu início à República.

 

Angelo Agostini, D. Pedro II, charge na Revista Ilustrada, 1887.